Estratificação simplificada de risco em TEP sem exames laboratoriais (exceto saturação)
Fonte primária: Jiménez D et al. Arch Intern Med 2010; 170(15): 1381-1388
O sPESI (simplified Pulmonary Embolism Severity Index) é a versão simplificada do PESI, proposta por D. Jiménez et al. (Arch Intern Med, 2010). Utiliza apenas 6 critérios binários, cada um valendo 1 ponto: idade > 80 anos, neoplasia ativa, doença cardíaca ou pulmonar crônica, FC ≥ 110/min, PAS < 100 mm Hg, SaO₂ < 90%.
A interpretação é dicotômica: 0 pontos = baixo risco (mortalidade em 30 dias ~1%), ≥ 1 ponto = alto risco (~10,9%). A simplicidade torna o sPESI ideal para decisão de triagem no pronto-socorro: pacientes com 0 pontos são candidatos a tratamento ambulatorial, conforme demonstrado em grandes estudos (HoT-PE, OTPE) e recomendado pela ESC 2019.
Na prática, o sPESI substituiu quase completamente o PESI original na triagem inicial, deixando este último restrito a publicações científicas.
Homem de 58 anos, TEP confirmado (defeito segmentar à direita). Sem neoplasia ou doença cardiopulmonar crônica. FC 88, PA 132/80, SaO₂ 96% em ar ambiente, consciente.
Idade > 80 (não, 58) + neoplasia (não) + IC/DPOC (não) + FC ≥ 110 (não) + PAS < 100 (não) + SaO₂ < 90 (não) = 0 pontos.
Baixo risco (~1% mortalidade). Candidato a manejo ambulatorial com anticoagulantes orais diretos (apixabana, rivaroxabana) se houver suporte social confiável. Reavaliação em 48–72 horas, seguida de acompanhamento padrão.
Escores e fórmulas validados com interpretação completa, exemplos clínicos e referências das fontes. Acesso livre, sem necessidade de cadastro.
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